quarta-feira, 30 de março de 2011

À LUZ DO POENTE...




Há dias que se esquecem de repente
Nesta vida de lutas e cuidados;
E outros que passam, porém são gravados
Na retina e no espírito da gente.

De entre os meus dias tristes já passados,
Há um que a todo tempo está presente,
Pois não me sai dos olhos, nem da mente,
Desde o instante em que fomos separados.

Se pudesse ser sonho o que se sente,
Julgara pensamentos desvairados
O que revejo subjetivamente:

Vultos negros, solenes, desolados,
Levando, lentamente, à luz do poente,
Um caixão roxo de florões dourados.


Da Costa e Silva

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