quarta-feira, 23 de março de 2011

ÁRVORE




Eu te fui como uma árvore possante,
a cuja sombra vieste repousar.
Ardia o sol ... Pelo caminho adiante
onde teu débil corpo resguardar?

Dei-te, em sombra e perfume, nesse instante,
toda a minha alma ... E a minha fronde, no ar
era um aberto pálio verdejante
para te proteger e te salvar ...

Mas que bom de velar sobre a fraqueza
de alguém que, ingênua e simples, de surpresa,
a nós, confiante, e pura, se entregou ...

Ah! Nem senti a ventania doida
que passou ululando e quase toda
minha verde folhagem despencou ...


Tasso da Silveira
in Poemas

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